Rayan fala sobre início na Seleção e carinho da torcida vascaína: ‘Saí com a torcida me amando e eu os amo também’
A diferença de comportamento do Rayan que deu entrevista coletiva no primeiro dia de Data Fifa para o que chega ao encerramento é nítida. A fala mansa e o olhar até certo ponto assustado deu lugar a leveza habitual e sorriso fácil do carioca da Barreira do Vasco. Reflexo do batismo bem humorado no trote e da receptividade no dia a dia de treinos.
– Cheguei um pouco tímido, mas agora, conversando mais com a rapaziada, estou mais tranquilo. Depois que o trote passa, a gente fica mais leve. Estou mais o Rayan mesmo, mais solto e mais leve. Até mesmo nos treinamentos, estou mais à vontade. Todo mundo me recebeu bem para caraca e agora já sou o Rayan de verdade.
Em entrevista, Rayan se declarou à torcida do Vasco
Aos 19 anos e na primeira convocação, Rayan tem a consciência de que o “seu ciclo” é o próximo para a Copa de 2030, mas não abre mão do sonho de ouvir Carlo Ancelotti falar seu nome na convocação final para a Copa, dia 18 de maio. Com a tranquilidade de quem se acostumou a ser campeão pelas categorias de base da Seleção (venceu os Sul-Americanos Sub-17 e Sub-20), ele fez um diagnóstico de suas chances de chegar ao Mundial.
– Na minha posição ali na frente tem muita concorrência, muitos jogadores bons que vieram em outras convocações, mas fazendo o meu trabalho no Bournemouth pode me fazer estar na última lista. Independentemente de estar ou não, vou torcer para a Seleção. Mas espero escutar meu nome lá.
Em bate-papo descontraído com o ge, Rayan falou sobre a primeira experiência na Seleção principal celebrou o bom início com a camisa do Bournemouth e se declarou para o torcedor vascaíno. Com o jovem no banco, o Brasil encara a Croácia, nesta terça, às 21h (de Brasília), no Camping World Stadium, em Orlando, no último amistoso antes da convocação para a Copa.
Confira outros trechos da entrevista
Como viu o jogo com a Croácia em 2022?
– Eu ainda morava na Barreira do Vasco, estava em casa, vi o gol do Neymar, mas acabamos sofrente o gol no final e perdemos nos pênaltis infelizmente. Era um sonho estar aqui, só via pela televisão, nunca imaginava e estou muito feliz e realizado.
Trote e adaptação
– O trote foi no sábado. Consegui desenrolar, acho que fui o melhorzinho. Fiz a rapaziada rir antes, eles só batiam no copo para colocar pressão, mas saiu o peso e estou muito feliz (risos). Contei piada, contei minha trajetória e cantei uma música do cantor Yan… A rapaziada gostou.
Receptividade dos líderes
– O Marquinhos e o Casemiro são os nossos líderes, conversaram comigo, chegaram para falar para fazer meu futebol, que sabem que sou bom e era importante ficar à vontade. Eles me deixaram mais leves e tranquilos.
Adaptação imediata na Premier League
– Chegar lá e se adaptar rápido não é fácil. Sair do calor e chegar lá no frio… Sair do banco no primeiro jogo e dar uma assistência deixa a confiança alta, depois começar como titular e fazer o gol de empate deixa a confiança lá em cima. O treinador me deixa muito à vontade, ele é espanhol e facilita a língua. São três meses em que consegui demonstrar meu potencial com um bom futebol e isso me trouxe até aqui.
Carinho da torcida do Vasco
– Fico muito feliz com o carinho que eles têm por mim e eu também tenho por ele. No meu instagram, é todo dia com pedidos de volta… Sigo com amigos lá. O Robert Renan, Cauã Barros, os meninos da base… Fico muito feliz. Sair de lá com o carinho da torcida não é fácil, e saí com a torcida me amando e eu os amo também.
Versão em inglês do hit “Oi, boa noite, será que vai ter gol do Rayan hoje?”
Assédio de clubes maiores
– É o sonho de qualquer jogador estar em uma prateleira de alto nível. O Bournemouth me apresentou um projeto muito bom e fazendo um bom trabalho lá, independentemente de outros clubes estarem observando ou não, vão ficar atentos. Tenho que fazer um bom trabalho e esperar o que Deus tem pela frente.
Fonte: ge
